sexta-feira, 12 de outubro de 2018

EMERITA AUGUSTA - Mérida (03)


Hoje, terceira edição, reservamos o espaço para falarmos sobre o abastecimento de água focado nos aquedutos e descrevermos o que é o Circo e que actividades lá se desenvolviam. 

Os Aquedutos

Um dos principais problemas que surgiram no início da planificação da cidade teve a ver com o abastecimento de água para fornecimento a toda a população e também para abastecimento das indústrias a instalar.
Dois sistemas foram empregues: por um lado construíram-se barragens e por outro canalizaram-se diversas nascentes dirigindo em ambos os casos as águas para a cidade. 
Todas as condutas seguiam as curvas de nível das zonas que atravessavam até chegarem a Mérida onde a água era distribuída por torres ( Castellum Aquae ) até aos mais diversos pontos do núcleo urbano através duma complexa rede de canalizações.

Imagens dos Aquedutos:

Aqueduto de San Lázaro ( só existem estes três pilares e os dois arcos )

As Cegonhas não escolheram nada mal para se instalarem



Aqueduto dos Milagres

O CIRCO

Provavelmente construído nos primeiros anos do Séc. I d.c. logo após a construção de Mérida o Circo, com as suas competições ( corridas de quadrigas, entre outras ) suplantava em interesse e entusiasmo do público todas as outras actividades lúdicas.
Os espectáculos eram habitualmente financiados por personagens pertencentes às classes dirigentes com a finalidade de comemorar algum evento com características eleitorais ou de propaganda.

Dada a sua extensão ( 400 X 115 Metros ) e capacidade ( 30.000 espectadores ) o Circo é o maior de todos os edifícios para espectáculos, construídos em Mérida, e um dos mais importantes de todo o Império. 
É um dos poucos exemplares do seu género cuja planta pode ser apreciada na sua totalidade.

De referir que as filmagens das corridas de Quadrigas que figuram no filme BEN-HUR e outros foram realizadas neste local.

Seguem as habituais imagens:

maqueta existente no centro interpretativo anexo ao Circo

outra perspectiva da maqueta

Perspectiva do Circo

Ruínas das bancadas


outro ângulo


painel representativo das filmagens de Ben-Hur existente no centro interpretativo

painel representativo de outras actividades

Assim chegamos ao final dos temas que reservamos para hoje mas, a Saga continua pois Mérida tem ainda muito para contar e nós cá continuaremos a divulga-la privilegiando mais as imagens que a escrita pois é nas imagens que mais nos focamos.
Fiquem bem e... atentos.







                                     




                                   




quinta-feira, 11 de outubro de 2018

EMERITA AUGUSTA - Mérida (02)


Continuamos a desvendar os segredos da Mérida romana pelo que esta segunda edição será totalmente dedicada ao Anfiteatro.

O Anfiteatro Romano

Planificado simultâneamente com o Teatro, a construção do Anfiteatro só seria iniciada alguns anos mais tarde.
Inscrições encontradas no seu interior apontam para que a sua inauguração tenha ocorrido no oitavo  ano a.c. 

Com mais este complexo, Emerita Augusta, já então capital da província da Lusitânia, fica dotada duma grande área pública vocacionada para espectáculos e adequada à sua cada vez maior importância política e administrativa.

No Anfiteatro realizavam-se jogos de Gladiadores e lutas entre animais ou entre homens e animais que, em conjunto com as actuações no Circo, eram as favoritas do grande público. 
A sua arena elíptica era o local onde se realizavam os espectáculos e no interior da construção existiam compartimentos que serviriam como quartos dos gladiadores ou jaulas para os animais.

Anos mais tarde, a implantação oficial do Cristianismo, que considerava imorais as representações teatrais e as lutas dos Gladiadores,  foi responsável pelo abandono gradual dessas estruturas as quais foram sendo derrubadas e soterradas ficando apenas visíveis algumas partes superiores das mesmas.

Seguem as imagens:

Perspectiva da arena e das bancadas do Anfiteatro

Uma das entradas principais para as galerias de acesso às bancadas

Perspectivadas galerias

Perspectiva das galerias

Acesso do exterior

Arco de comunicação com o exterior

Galerias

Perspectiva da arena


Perspectiva da arena

Uma das principais portas laterais 

Acesso às bancadas

Escadas de acesso ao nível superior das bancadas

Escadas de acesso ao nível superior das bancadas

A abertura, no desnível central serviria como armazém de vários equipamentos utilizados nos espectáculos.

Tratamos hoje do Anfiteatro. A próxima edição será dedicada ao Circo e aos Aquedutos. Até lá. Fiquem bem.





quarta-feira, 10 de outubro de 2018

EMERITA AUGUSTA - Mérida (01)


Iniciamos hoje o relato da viagem que fizemos a Mérida ( Emerita Augusta ) considerada a melhor e mais bem conservada cidade romana da Península Ibérica.

Fundada no ano 25 a.c. pelo Imperador Octávio Augusto, Mérida ( Emerita Augusta ) teria sido criada para recolher os soldados veteranos das legiões V e X que lutaram contra os povos Cantábricos e Asturianos.

O crescimento da cidade ao longo dos anos tornou Emerita Augusta num importante núcleo populacional com grande importância económica e comercial o que veio a convertê-la na Capital da província romana da Lusitânia.
Ao longo dos séculos foram grandes as vicissitudes por que passou, tendo entrado em forte  declínio  na época das invasões árabes que ditaram a sua perda de importância e subsequente destruição.

Cidade da Estremadura espanhola a Mérida de hoje pode orgulhar-se de ter um dos mais belos, bem conservados e completos núcleos romanos do mundo, declarado Património da Humanidade, pela Unesco. em 1933.

Decidimos subdividir e tratar esta reportagem pelos seguintes temas: Teatro romano, Anfiteatro romano, Circo, Aquedutos, Forum, Alcáçova, Casa do Mitreo, Columbários, Moreria e Santa Eulália.


TEATRO ROMANO

O Consul Marco Agripa foi o promotor da sua construção em Emerita Augusta e, segundo se deduz das inscrições que existem por cima das portas de acesso à zona da orquestra, teria sido inaugurado entre os anos 15 a 16 a.c.
O início da escavação em 1910 descobre a sua monumentalidade e torna-o no marco fundamental da arqueologia de Mérida.
 Após o seu restauro voltou a ter a sua função original e desde 1933 aí se realiza o Festival de Teatro Clássico.

Vamos às imagens:

Colunas que ladeia as vias de acesso


Via de acesso ao Teatro

Jardins anexos ao Teatro

Perspectiva

Um dos vários túneis de passagem no local

Detalhes do teatro

detalhes do Teatro 

frontaria do teatro com a boca de cena


Esculturas





O capítulo Teatro fica por aqui. Na próxima edição falaremos sobre o Anfiteatro onde se realizavam os combates dos gladiadores e as lutas com as feras. Tentaremos publicar já amanhã. Fiquem bem e... atentos.



quarta-feira, 3 de outubro de 2018

AQUEDUTO da AMOREIRA - ELVAS (02)


A nossa passagem por Elvas foi muito rápida pois estávamos de passagem para Espanha, mais propriamente a caminho de Mérida a fim de visitarmos a fantástica cidade romana da qual brevemente vos daremos conta.

Esse facto levou a que, muito do que historicamente Elvas tem para mostrar, tenha ficado por visitar e quem sabe, lá voltaremos um dia para completar esta reportagem. Elvas merece.

Contudo podemos adiantar-vos que, para além do aqueduto, Elvas possuí um magnífico Castelo, o Museu Militar, o Forte de Santa Luzia, o Forte de Nossa Senhora da Graça e o Museu Municipal de Fotografia João Carpinteiro entre muitas outras preciosidades.

Passemos então às imagens finais

Praça da Republica

Casa da Cultura

Rua da cadeia





Rua dos Sapateiros


Torre Fernandina


Nicho junto à Torre Fernandina

Bom, assim concluímos esta reportagem essencialmente dirigida ao Aqueduto da Amoreira e que decidimos alargar um pouco mais à cidade de Elvas. Ficamos convencidos que as imagens da cidade vos despertarão interesse para uma futura visita. Prometemos voltar brevemente.
Fiquem bem.