quarta-feira, 26 de setembro de 2018

SANTUÁRIO de NOSSA SENHORA da ABADIA - (01)


 Antigo mosteiro fundado no início do Séc XII,  foi transformado em Santuário de Nossa Senhora da Abadia entre os Sécs. XVII e XVIII num local, onde segundo a lenda, teria aparecido uma imagem da virgem há muito desaparecida devido ao facto de ter sido escondida pelos eremitas durante a invasão árabe.

A dita imagem acabaria por ser encontrada junto a uma gruta, num penedo da montanha, por Frei Lourenço e seu companheiro Paio Amado após o aparecimento duma luz misteriosa que indicava o lugar onde a imagem se encontrava.

Ao longo de muitos anos foram os Monges que viviam no Mosteiro de Santa Maria de Bouro que cuidaram da manutenção e deram relevo ao Santuário de Nossa Senhora da Abadia.
Hoje o Templo é mantido pela paróquia de Santa Maria de Bouro.

Vamos às imagens:


Fachada da Igreja


O Brasão

Varanda ornada de azulejos renascentistas onde se celebra missa para fiéis e romeiros nas festas da Assunção


Perspectiva do alçado lateral da igreja

A gruta onde se encontra a imagem da Virgem

Outra perspectiva da gruta

Nave principal de igreja

Nave principal e laterais

Terminamos aqui esta primeira edição. Publicaremos amanhã uma segunda edição com mais algumas imagens captadas neste local emblemático do Concelho de Amares. Fiquem bem.





segunda-feira, 24 de setembro de 2018

MOSTEIRO) e IGREJA de LEÇA do BALIO - (04)


Com esta quarta edição damos hoje por terminada a reportagem fotográfica que efectuamos no Mosteiro e Igreja de Leça do Balio.

Depois do pequeno texto explicativo colocado na edição anterior, nada mais há a referir senão dizer- vos que o nosso prazer em fotografar nos continuará a levar por outras paragens.

Esperando que o que aqui publicamos mereça a vossa apreciação, passamos de imediato às últimas imagens captadas.


Outra perspectiva do Sarcófago de D. Frei Garcia Martins ( O Santo Homem bem cheiroso )







Porta de acesso à Torre da Igreja

Perspectiva da ala lateral esquerda

Epitáfio de Frei Estêvão Vasques Pimental


Na entrada, do lado direito encontra-se esta maqueta construída seguramente com uns bons milhares de fósforos.

E assim termina esta aventura por terras do Balio de Leça. Partimos para outras paragens. Estejam atentos pois voltaremos brevemente. Fiquem bem.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

MOSTEIRO e IGREJA de LEÇA do BALIO - (03)


A Igreja de Santa Maria de Leça do Balio ( um pouco da história )

No local onde está implantada a igreja pensa-se ter existido um edifício religioso pré-românico construído no Séc. X.
Apesar de ter sido no Séc. XII que D. Afonso Henriques doou o Couto de Leça à Ordem Militar do Hospital e ali ter sido construído um mosteiro românico, a monumental igreja fortificada que hoje lá podemos observar é uma construção gótica datada da primeira metade do Séc. XIV.
A responsabilidade da construção é atribuída a Frei Estêvão Vasques Pimentel, à época o Balio de Leça o qual viria a falecer em 1336 sendo sepultado em campa rasa em frente ao altar.

Opiniões várias se têm debruçado sobre o carácter militar do templo de Leça do Balio perguntando se se trata de uma igreja fortificada ou uma igreja fortaleza ( para nós questão irrelevante pois parece-nos serem uma e a mesma coisa ).

A realidade da época aponta para que a Ordem dos Hospitalários em pleno Séc. XIV teria optado por uma construção de modelo religioso com carácter fortemente militar de forma a fazer jus ás suas posições e convicções sociais.

No interior de igreja destaca-se uma placa em bronze sobre a campa de Frei Estêvão Vasques Pimentel com diversos motivos decorativos e contendo o epitáfio do defunto, a pia baptismal da autoria de Diogo Pires ( o Moço, séc XVI ) e o sarcófago de D. Frei Garcia Martins que foi Balio de Leça e apelidado de " O Santo Homem bem cheiroso ".

E dito isto, vamos às habituais imagens:

Perspectiva da igreja com o edifício do mosteiro no último plano


Perspectiva lateral da igreja


Escultura de Irene Vilar representando D. Fernando e Leonor Teles que casaram nesta igreja

Perspectiva da Nave central


A Rosácea e a porta de entrada



A Pia Baptismal

Sarcófago de Frei Garcia Martins

Esta Igreja de Leça do Balio merece mais uma edição. Sairá provavelmente na próxima segunda-feira
Fiquem bem.

MOSTEIRO e IGREJA de LEÇA do BALIO - (02)


O Mosteiro ( Continuação )

Apesar de todas as vicissitudes é possível ainda identificar na quinta, situado junto à igreja, um vasto conjunto de elementos arquitectónicos pertencentes à estrutura do antigo mosteiro gótico.

Antes das demolições efectuadas em 1844 o Convento desenvolvia-se para o lado sul da igreja e encontrava-se ligado a esta por uma porta lateral, tendo essa ligação desaparecido durante demolições efectuadas nos anos 30 de Séc. XX.

Documentos referem que o Mosteiro estaria rodeado por uma forte muralha e disporia de mais três torres para além da existente. Os vestígios de uma destas torres ainda são visíveis na Quinta do Mosteiro, junto à cabeceira da igreja.

Seguem as imagens:












Desde 19 de Maio até 16 de Dezembro deste ano encontra-se no Mosteiro, patente ao público diariamente, uma exposição denominada " MONASTERIUM KM 234 " dedicada aos Peregrinos de Santiago e à Ordem dos Cavaleiros Hospitalários, hoje Ordem de Malta. 
Disponibilizam visitas guiadas. Aconselhamos vivamente uma visita a todos aqueles que se interessam por esta época da história de Portugal.

A próxima edição será dedicada à IGREJA-FORTALEZA de Santa Maria que, como já referi atrás, muitos confundem com o verdadeiro Mosteiro de Leça do Balio. Fiquem bem e... atentos.


quinta-feira, 20 de setembro de 2018

MOSTEIRO e IGREJA de LEÇA do BALIO - (01)


O MOSTEIRO ( um pouco de história )

Situado no lugar de Recarei junto ao rio Leça o Mosteiro já existiria no Séc. X.

No Séc. XII D. Teresa faz a doação do Mosteiro à Ordem militar-religiosa dos cavaleiros Hospitalários que aqui estabelecem o seu primeiro quatel-general em território português. Em 1140, D. Afonso Henriques amplia a doação concedendo ao Mosteiro Carta de Couto com jurisdição sobre um território alargado.

Com características vocacionadas para a Cruzada e a Guerra santa o Ordem do Hospital, organização internacional, tinha como missão principal dar assistência e protecção aos peregrinos bem como integrar acções de combate aos muçulmanos.

Dada a sua posição geográfica privilegiada, o Mosteiro viveu vários momentos importantes da história de Portugal. Ali passou Afonso Henriques e Sancho I. Ali se albergaram Nuno Álvares Pereira e a rainha Santa Mafalda e ali casaram D. Fernando com Leonor Teles em 1372.
Ao longo dos anos, desempenhou importante papel na assistência e no apoio aos peregrinos que se encaminhavam para Santiago de Compostela.

Com a abolição em 1834 do Baliado de Leça devido à extinção das ordens religiosas, o Mosteiro,  com exclusão da igreja, foi vendido em hasta pública e entrou em decadência a caminho da ruína.

Como nem sempre o que é mau prevalece, já no Séc. XX é adquirido pelo Engº. Ezequiel de Campos que ali promoveu profundos trabalhos de requalificação e restauro, transformado-o durante anos na sua residência particular.

Actualmente o Mosteiro com os terrenos envolventes são pertença da empresa LIONESA existindo já planos para a requalificação de todo o local com protocolos envolvendo a Câmara Municipal de Matosinhos e a Lionesa. 
Sisa Vieira e Cidónio Pardal ( arquitecto paisagista ) estão já trabalhando em todo esse projecto.

Vamos às nossas habituais imagens:












Por aqui ficamos hoje. Mais uma edição concluirá a reportagem sobre o Mosteiro e numa terceira edição daremos início às imagens que colhemos na Igreja-Fortaleza de Santa Maria. Quase toda a gente a confunde com o Mosteiro, sem que nada tenha a ver com ele.
Fiquem bem.