terça-feira, 2 de outubro de 2018

AQUEDUTO da AMOREIRA - ELVAS (01)


Quando em 1498 o " Poço de Alcalá " única fonte de abastecimento de água à então Vila de Elvas começou a mostrar de forma preocupante falta de capacidade para abastecer a população, o rei D. Manuel decidiu, durante a realização das Cortes de Évora, instituir um imposto que permitisse fazer frente às despesas com o alargamento do Poço.

A total ausência de êxito com as soluções tomadas nessa altura, arrastaram o problema até que, em 1537, no reinado de D. João III, este tenha delegado no arquitecto Francisco de Arruda a responsabilidade de dar início às obras de construção do Aqueduto as quais arrancaram de imediato nesse mesmo ano.

A par de várias vicissitudes, dentre elas a subida ao trono de Filipe I os atrasos sucederam-se tendo a obra sido finalmente dada como concluída em 1620 e com carácter definitivo em 1622 com a ligação a uma fonte no Largo da Misericórdia.

Como curiosidade aqui ficam algumas das características deste monumental aqueduto:

Comprimento - 8.5 kms
843 Arcos com mais de cinco arcadas, elevando a estrutura aos 31 metros de altura
Algumas torres com 30 metros de altura
Várias galerias subterrâneas
Uma Cisterna à prova de Bomba projectada por Nicolau Langres

A construção do Aqueduto das Amoreiras prolongou-se por 85 anos. É considerado monumento nacional desde 1910 e foi eleito em 2012 Património Mundial da Humanidade conjuntamente com as fortalezas da cidade.

Vamos então às imagens:









Igreja Matriz de Elvas


Altar-Mor da igreja Matriz

Nave principal da igreja Matriz

Não seria ético, em relação à bonita cidade alentejana de Elvas ficarmos sómente pelas imagens do Aqueduto. Assim decidimos apresentar já nesta edição imagens da igreja Matriz e finalizaremos amanhã a reportagem com mais alguns detalhes magníficos da cidade. Até lá. Fiquem bem.



quinta-feira, 27 de setembro de 2018

SANTUÁRIO de NOSSA SENHORA da ABADIA - (02)


Caracterizando melhor todo o espaço envolvente diremos que o acesso ao Santuário é relativamente íngreme a já próximo da igreja, dispostas ao longo do mesmo, apresenta uma via sacra com oito capelas representado a vida de Cristo e da Virgem.

Centrado no largo fronteiro à igreja existe um Cruzeiro e nas áreas laterais há dois edifícios com funções diferentes. Um serve de depósito para as ofertas dos peregrinos e o outro que teria servido de local de pernoita dos romeiros, alberga hoje um museu etnográfico e de arte sacra da Confraria de Nossa Senhora da Abadia.

Nas imediações existe um parque de merendas e pode também admirar-se a gruta onde Frei Lourenço e o seu companheiro encontraram a imagem ali escondida pelos antigos eremitas.

Não podemos fechar esta segunda e última edição sem vos dizer que no interior da igreja merece destaque o belo altar-mor com as suas imagens, os altares laterais muito bem cuidados e o magnífico orgão de tubos.

Vamos às imagens:












Mais uma reportagem terminada. Esperamos que tenha sido do vosso agrado. Pela nossa parte continuaremos a dedicar algum do nosso tempo à fotografia e à descoberta dos locais históricos do nosso país e não só. Voltaremos em breve. Fiquem bem e... atentos.


quarta-feira, 26 de setembro de 2018

SANTUÁRIO de NOSSA SENHORA da ABADIA - (01)


 Antigo mosteiro fundado no início do Séc XII,  foi transformado em Santuário de Nossa Senhora da Abadia entre os Sécs. XVII e XVIII num local, onde segundo a lenda, teria aparecido uma imagem da virgem há muito desaparecida devido ao facto de ter sido escondida pelos eremitas durante a invasão árabe.

A dita imagem acabaria por ser encontrada junto a uma gruta, num penedo da montanha, por Frei Lourenço e seu companheiro Paio Amado após o aparecimento duma luz misteriosa que indicava o lugar onde a imagem se encontrava.

Ao longo de muitos anos foram os Monges que viviam no Mosteiro de Santa Maria de Bouro que cuidaram da manutenção e deram relevo ao Santuário de Nossa Senhora da Abadia.
Hoje o Templo é mantido pela paróquia de Santa Maria de Bouro.

Vamos às imagens:


Fachada da Igreja


O Brasão

Varanda ornada de azulejos renascentistas onde se celebra missa para fiéis e romeiros nas festas da Assunção


Perspectiva do alçado lateral da igreja

A gruta onde se encontra a imagem da Virgem

Outra perspectiva da gruta

Nave principal de igreja

Nave principal e laterais

Terminamos aqui esta primeira edição. Publicaremos amanhã uma segunda edição com mais algumas imagens captadas neste local emblemático do Concelho de Amares. Fiquem bem.





segunda-feira, 24 de setembro de 2018

MOSTEIRO) e IGREJA de LEÇA do BALIO - (04)


Com esta quarta edição damos hoje por terminada a reportagem fotográfica que efectuamos no Mosteiro e Igreja de Leça do Balio.

Depois do pequeno texto explicativo colocado na edição anterior, nada mais há a referir senão dizer- vos que o nosso prazer em fotografar nos continuará a levar por outras paragens.

Esperando que o que aqui publicamos mereça a vossa apreciação, passamos de imediato às últimas imagens captadas.


Outra perspectiva do Sarcófago de D. Frei Garcia Martins ( O Santo Homem bem cheiroso )







Porta de acesso à Torre da Igreja

Perspectiva da ala lateral esquerda

Epitáfio de Frei Estêvão Vasques Pimental


Na entrada, do lado direito encontra-se esta maqueta construída seguramente com uns bons milhares de fósforos.

E assim termina esta aventura por terras do Balio de Leça. Partimos para outras paragens. Estejam atentos pois voltaremos brevemente. Fiquem bem.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

MOSTEIRO e IGREJA de LEÇA do BALIO - (03)


A Igreja de Santa Maria de Leça do Balio ( um pouco da história )

No local onde está implantada a igreja pensa-se ter existido um edifício religioso pré-românico construído no Séc. X.
Apesar de ter sido no Séc. XII que D. Afonso Henriques doou o Couto de Leça à Ordem Militar do Hospital e ali ter sido construído um mosteiro românico, a monumental igreja fortificada que hoje lá podemos observar é uma construção gótica datada da primeira metade do Séc. XIV.
A responsabilidade da construção é atribuída a Frei Estêvão Vasques Pimentel, à época o Balio de Leça o qual viria a falecer em 1336 sendo sepultado em campa rasa em frente ao altar.

Opiniões várias se têm debruçado sobre o carácter militar do templo de Leça do Balio perguntando se se trata de uma igreja fortificada ou uma igreja fortaleza ( para nós questão irrelevante pois parece-nos serem uma e a mesma coisa ).

A realidade da época aponta para que a Ordem dos Hospitalários em pleno Séc. XIV teria optado por uma construção de modelo religioso com carácter fortemente militar de forma a fazer jus ás suas posições e convicções sociais.

No interior de igreja destaca-se uma placa em bronze sobre a campa de Frei Estêvão Vasques Pimentel com diversos motivos decorativos e contendo o epitáfio do defunto, a pia baptismal da autoria de Diogo Pires ( o Moço, séc XVI ) e o sarcófago de D. Frei Garcia Martins que foi Balio de Leça e apelidado de " O Santo Homem bem cheiroso ".

E dito isto, vamos às habituais imagens:

Perspectiva da igreja com o edifício do mosteiro no último plano


Perspectiva lateral da igreja


Escultura de Irene Vilar representando D. Fernando e Leonor Teles que casaram nesta igreja

Perspectiva da Nave central


A Rosácea e a porta de entrada



A Pia Baptismal

Sarcófago de Frei Garcia Martins

Esta Igreja de Leça do Balio merece mais uma edição. Sairá provavelmente na próxima segunda-feira
Fiquem bem.