sábado, 6 de janeiro de 2018

MUSEU da GUARDA NACIONAL REPUBLICANA - ( 03 )


Finalizamos hoje a reportagem fotográfica que realizamos durante a visita a este interessante e histórico Museu.

Dedicamos hoje um pouco de texto à história do Convento do Carmo onde mais tarde se instalou o Quartel da Guarda e recentemente o Museu.

O Convento foi fundado por D. Nuno Álvares Pereira, como já foi dito na edição anterior, tendo a sua primeira pedra sido lançada em 1389. Ocupado de início pelos frades Carmelitas foi posteriormente doado à Ordem do Carmo, braço espiritual dos Hospitalários em 1423.

Imponente na sua arquitectura gótica sofreu uma primeira derrocada durante o terramoto de 1531. Reconstruído em 1580 entra de novo em declínio com a perda da independência de portugal. Com a restauração da independência em 1640 é novamente revitalizado pelo Condestável e finalmente chega a decadência total com o terramoto de 1755.

Em 1845 passou a funcionar como Quartel e Comando-Geral das guardas em Portugal. Ainda hoje lá se mantém o Comando-Geral da GNR.

Ao longo da sua história o Convento viveu alguns dos mais importantes acontecimentos da nossa história. Foi o último bastião da monarquia que caíu em 5 de Outubro de 1910. Ali terminaram algumas das revoltas e revoluções em que a 1ª republica foi pródiga. Foi um dos principais palcos da Revolução dos Cravos em 25 de Abril de 1974.

E dito isto, vamos às imagens finais:













Assim concluímos mais uma visita a um local emblemático que merece bem ser conhecido. Para além dos objectos patentes ao público ( dos quais só uma pequena parte aqui mostramos ) existe também bastante informação escrita. Voltaremos na primeira oportunidade em que tenhamos matéria que o justifique. Até lá. Fiquem bem.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

MUSEU da GUARDA NACIONAL REPUBLICANA - ( 02 )


Nesta 2ª edição dedicada ao Museu focamos esta parte do texto na história e no perfil do fundador do Convento do Carmo, o Condestável D. Nuno Alvares Pereira, patrono da arma de Infantaria.

Na verdade a vida do Condestável encontra-se recheada de feitos históricos alguns dos quais contribuíram para mudar a história de Portugal.

1 - Nasceu em 24 de Junho de 1360 filho de uma aia da raínha Leonor Teles.

2 - Aos 13 anos foi armado cavaleiro e, como condestável do reino evidenciou-se com
notoriedade no apoio a D. João o Mestre de Avis.

3 - Já como figura lendária, entre as suas vastas vitórias militares destaca-se a vitória na Batalha
de Aljubarrota  (14 de Agosto de 1385) a qual garantiu a independência de Portugal.

4 - Casou com Leonor Alvim com a qual teve uma filha D. Beatriz que veio a casar com
D. Afonso,  filho de D. João I,  dando origem à Casa de Bragança presente ainda na
actualidade.

5 - Em 1415 participa na expedição a Ceuta.

6 - Em 1423 após a morte da mulher e da filha, abandona todos os seus bens e veste o
hábito Carmelita, vivendo numa cela do convento até à sua morte em 1 de Abril de 1431
tendo sido sepultado em campa rasa na igreja do Convento.

7 - Conhecido em vida como Santo Condestável vem a ser beatificado pelo Papa Bento XV
em 1918 durante a 1ª Guerra Mundial.

8 - É canonizado em 26 de Abril de 2009 com o nome de São Nuno de Santa Maria pelo
Papa Bento XVI.

Vamos às imagens de hoje:













Por aqui ficamos hoje esperando que estejam a apreciar este trabalho.. Na próxima edição terminaremos este tema. Fiquem bem com votos de bom fim de semana.


quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

MUSEU da GUARDA NACIONAL REPUBLICANA - (01 )


Aberto ao público desde o mês de Maio de 2015 com carácter permanente, o Museu da Guarda Nacional Republicana está integrado no Quartel do Carmo que, por sua vez, está instalado nos edifícios do antigo Convento do Carmo fundado pelo Condestável D. Nuno Álvares Pereira.

Ao longo das três edições previstas para este tema tentaremos, a par das imagens que publicamos, resumir um pouco da história do Museu, do seu fundador e do papel que as forças militares aqui sediadas já tiveram na nossa história contemporânea.

Seremos muito parcos nas legendas pois que, como em outras reportagens, as imagens falam por si e, acreditem que durante uma visita, tudo o que ali se encontra está devidamente documentado ao pormenor.

Vamos às imagens de hoje. Não se esqueçam de clicar sobre elas para abrir.

O Fundador do Convento do Carmo,  D. Nuno Álvares Pereira












Podemos já avançar que na próxima edição dedicaremos o espaço necessário para desenvolvermos com critério a história do Convento. O Comando militar ficará reservado para a última edição. Voltaremos em breve. Fiquem bem e... atentos



terça-feira, 12 de dezembro de 2017

MOSTEIRO MEDIEVAL De GRIJÓ


O Mosteiro de São Salvador de Grijó mais conhecido como Mosteiro de Grijó teria sido fundado no ano de 922 no lugar de Muraceses por dois irmãos clérigos, D. Guterre e D. Ausindo tendo vindo a adoptar o hábito e as regras da Ordem de Santo Agostinho no ano de 938.

Transferido no ano de 1122 para o local onde hoje se encontra viu a sua igreja finalmente sagrada pelo então Bispo do Porto D. Pedro Salvadores.

O avançado estado de ruína em que se encontra no Séc. XVI leva a que, em 1535, D. João III decida efectuar a sua transferência para o Mosteiro da Serra do Pilar.
Esta atitude do Rei não foi bem aceite por uma grande maioria dos clérigos e o eco deste desacordo motivou o Papa Pio V a separar de novo  Mosteiros fazendo regressar os monges a Grijó.

Entre 1572 e 1629 decorreram as obras de reabilitação do Mosteiro, o qual seria definitivamente extinto em 1770 sendo todos os seus bens transferidos para o Convento de Mafra.

Na ala norte do Claustro do Mosteiro é possível apreciar o Túmulo de D. Rodrigo Sanches, filho bastardo de D. Sancho I que, ferido em combate, morreu às portas deste Convento.
Este túmulo românico, mandado construir por sua irmã D. Constança está considerado como monumento nacional.

No exterior do Mosteiro podem ser apreciadas duas lápides em mármore. Uma refere o cemitério dos soldados que aqui morreram durante as invasões francesas e a outra é dedicada ao célebre escritor Júlio Dinis que aqui se teria inspirado para escrever "As pupilas do senhor Reitor" e "A Morgadinha dos Canaviais"

Vamos às imagens:

















Aqui fica mais um pequeno excerto que não passa duma "gota no oceano" da nossa tão rica história mas, é isto mesmo que nos move, indo à descoberta das pequenas histórias por vezes tão pouco divulgadas. Fiquem bem e... até breve.